BEM AVENTURADOS OS MANSOS.

PARTE 2

Neste processo de crescimento, mais exatamente no terceiro passo, Jesus nos ensina a como trabalhar e dominar esta nossa natureza humana, esta natureza que é quem na verdade escreveu a história de violência do homem.

 Ele, no desenvolver do seu discurso, fala sobre o assassinato, sobre o ato de destruir a vida de outro. Ele nos diz onde começa, por onde evolui e onde termina. A ideia é a de, conhecendo-nos, nos anteciparmos e nos desviarmos de agir assim, cortando como se diz, o a mal pela raiz.

 O processo é o mesmo dos outros passos ou temas: crermos, confessarmos a palavra dada em nossas vidas, e sermos transformados pelo Espírito Santo segundo o que cremos.

 Jesus começa dizendo que “Se alguém se encolerizar contra seu irmão, sem motivo, é réu de juízo”.

 Aqui está o inicio da discussão, da agressão, do assassinato. Na maioria das vezes a antipatia e os sentimentos que nos levam à agressividade não têm um motivo dado pela vítima, mas nascem em nossa mente motivados por insegurança, antipatia, competição. Vemos uma provável ameaça a uma nossa ambição, posição ou plano. Tudo é fabricado na mente, no coração. O pecado nasce na mente, e é nela que se dá a batalha espiritual. Os motivos são criados pela nossa mente. Esta é a natureza humana. Somos filhos de Deus, mas estamos revestidos da condição humana.

Diante desta situação Jesus diz que tal pessoa seria julgada pelo juiz, referindo-se aos pequenos juizados das vilas e cidades, os quais operavam nas sinagogas e julgavam pequenas causas. É uma situação que seria resolvida praticamente em casa.

 Isto nos leva a interpretar que o próprio homem, de conhecimento de sua natureza, poderá refrear tal situação, conscientizado e ajudado pelo Espírito Santo que certamente o levará a orar e abençoar a vida da pessoa foco do desafeto, até que isto esteja mudado em sua mente.

 A seguir, no seu discurso, diz que “qualquer que disser a seu irmão: Raca (tolo, idiota) é réu do Sinédrio”.

 Aqui nos deparamos com a situação de que aquele que se encolerizou contra seu irmão sem motivo, a despeito do conhecimento que lhe foi dado da sua natureza humana e a despeito da conscientização do Espírito Santo, não mudou a sua mente, nem a refreou, e prosperando assim no processo de agressão fala de seu irmão ou a seu irmão demonstrando o que está em sua mente e em seu coração: raiva, menosprezo, vontade de prejudicar e destruir. A esta situação Jesus atribui uma gravidade maior, dizendo que tal atitude seria julgada pelo Sinédrio, que era o tribunal superior de justiça dos judeus. Um julgamento em uma instância superior.

 Antes apenas nós conhecíamos a situação, em nossa mente, agora mais pessoas tem conhecimento do que está operando em nós a nossa natureza humana. Mais pessoas estão envolvidas. Pelo menos nós e a pessoa agredida verbalmente. O julgamento torna-se mais severo, porque já se iniciou uma atitude de agressão.

 Seguindo, Jesus diz que “qualquer que lhe disser (ao seu irmão): louco, é réu do fogo do inferno”.

 Em cada situação em que se avança no processo, há um julgamento maior e mais severo. Quanto mais se avança no processo, maior é a destruição causada.

 Esta é a descrição feita por Jesus, de como nasce e como prospera a natureza violenta do homem. Ela nasce na mente, e pode ser detectada a tempo e podemos mudá-la em uma natureza abençoadora.

 O trecho do evangelho de Lucas abaixo ilustra o que queremos expressar.

Os samaritanos não recebem a Jesus (Lucas cap. 9)

51  E aconteceu que, completando-se os dias para a sua assunção, manifestou o firme propósito de ir a Jerusalém.

52  E mandou mensageiros adiante de si; e, indo eles, entraram numa aldeia de samaritanos, para lhe prepararem pousada,

53  Mas não o receberam, porque o seu aspecto era como de quem ia a Jerusalém.

54  E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?

55  Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.

56  Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia.

 Quando em sua mente começar a encolerizar-se contra seu irmão, ore abençoando a vida dele em nome de Jesus. Persista nisto até sentir que isto mudou. Com certeza mudará de cólera, raiva, ódio, violência, agressão, para paz, alegria, perdão, compreensão, benção.

 É o poder transformador da palavra de Deus, pela ação do Espírito Santo.

 Viva esta verdade de Deus. Traga ela para sua vida. Seja um bem-aventurado, pois terá crescido espiritualmente em mais este passo. Seja possuidor desta grande felicidade.

 

 

 

 

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