ACEITE A JUSTIÇA DE DEUS COMO O MELHOR PARA SUA VIDA.

PARTE 1

BEM-AVENTURADOS OS QUE TÊM SEDE E FOME DE JUSTIÇA, PORQUE ELES SERÃO FARTOS;  Mateus capitulo 5 verso 6.

No seu discurso conhecido como Sermão da Montanha, Jesus anuncia este tema, nos primeiros versos do sermão e o elucida logo após, no decorrer do discurso, como vemos em Mateus capitulo 6 versos 25 a 34 e a seguir no capitulo 7 versos 1 a 12.  Citamos os referidos textos abaixo.

Mateus capitulo 6

25  Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26  Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27  E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

28  E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

29  E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30  Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31  Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32  (Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33  Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34  Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

 

Mateus capitulo 7

1  NÃO julgueis, para que não sejais julgados.

2  Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.

3  E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho?

4  Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?

5  Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

6  Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas, não aconteça que as pisem com os pés e, voltando-se, vos despedacem.

7  Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.

8  Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á.

9  E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?

10  E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente?

11  Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem?

12  Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas.

 

Jesus traz à evidência os que têm fome e sede de justiça.

No dicionário da língua portuguesa, a palavra justiça define a virtude de dar a cada um aquilo que é seu, ou aquilo que lhe é devido. Em se tratando de nós, um direito. Em se tratando do outro, um dever.

No texto bíblico original grego, ao citar “Bem-aventurado os que têm fome e sede de justiça,” se escreveu para a palavra justiça a sua correspondente grega dikaiosune. Esta palavra grega traz em si três definições, a saber:

  1. Aquela justiça que nós queremos para a causa que defendemos.
  2. Aquela justiça que se destina mais especificamente para os injustiçados da sociedade, os marginalizados, as minorias discriminadas, marginalizadas e exploradas pela sociedade.
  3. Aquela justiça que todos nós almejamos, ou seja, em sermos corretos com o próximo e corretos com o nosso Deus. A justiça ideal.

 Ao vermos os três significados da tradução da palavra grega para justiça, percebemos já aqui a maravilhosa sabedoria de Deus revelada em Jesus e no seu evangelho, uma vez que ela se encaixa perfeitamente nas definições e conceitos do texto aplicados a este tema dentro do Sermão da Montanha.

O primeiro significado da palavra refere-se à justiça que nós queremos para nós.

O texto que se refere à nossa preocupação com as coisas materiais (a ansiosa solicitude pela vida) revela que a nossa justiça, no que diz respeito a nós mesmos, defende e quer para si tudo o que é bom e em quantidade acima do que necessitamos e se preocupa ansiosamente que lhe falte alguma coisa. Estamos sempre certos e com razão em tudo. (Não vemos a trave que está em nosso olho.)

 O segundo é a justiça que devemos ao nosso irmão.

 Já quando se refere ao nosso próximo, tudo o que é errado e tem defeito pertence a ele ou está nele ou é ele quem pratica. (Deixa que eu tire o cisco que está no teu olho.) Se por acaso lhe falta o material necessário para a sobrevivência, alguém que não somos nós, qualquer outro que não seja nós, deverá prover. Não nós.

 Se existem minorias discriminadas e exploradas, o são pelo nosso egoísmo.

 O terceiro é a justiça que nos é apresentada por Deus para que a vivamos.

Deus é perfeito em todos os seus caminhos, e as nossas justiças são para Ele como o trapo da imundícia. A sua verdade, porém, é a verdade suprema, e a sua justiça é a justiça perfeita e ideal.

 A sua justiça é que as suas verdades se cumpram em nossas vidas, e que nós vivamos as suas verdades.

Importante é lembrar que a justiça de Deus é cheia de misericórdia para conosco, e que se não fosse pelas suas misericórdias, todos seriamos consumidos.

 

 

 

 

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