O HOMEM RECEBE DO CÉU.

 

É necessário que ele cresça e que eu diminua.  João 3.22-30

 “Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da luz”. (João 1.6 a 8)

João Batista aparecera pregando no deserto da Judeia: “Arrependei-vos porque é chegado a vós o reino dos Céus”. (Mateus 3.1-2) Ele disse de si mesmo ser “A voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías”. (João 1.23),

Foi ele que batizando para o perdão dos pecados, anunciava “que os batizava com água, mas que o que viria após ele, de quem ele não era digno de desatar as sandálias, este os batizaria com o Espírito Santo e com fogo”. (Mateus 3.11)

A João Batista foi dado o privilégio de receber para o batismo a aquele que não tinha pecado. Jesus veio a ele para ser batizado e João presenciou a manifestação da trindade divina quando Jesus saiu da água: “Este é o Meu Filho amado em quem me comprazo.” “E viu o Espírito Santo descer sobre Jesus na forma corpórea de pomba.” (Mateus 3.16-17) Depois disto testemunhou de Jesus a seus discípulos: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”(João 1.29)

 Agora, consciente de que sua missão era a de precursor do Messias, e que a recebera do céu, e que ela já estava se completando, João Batista expressa seu entendimento de que homem nenhum pode se atribuir um ministério, sem que este venha de Deus, e pelo céu lhe seja dado. Não poderia ele prolongar aquilo que para Deus já estava completo.

João Batista conhecia a sua missão, e a ela dedicou sua breve vida, a qual foi sacrificada por ser fiel á obra que o Senhor lhe havia confiado. Era o último profeta da antiga aliança e alguém que mereceu do próprio Jesus um significativo elogio.

Agora, porém estava consciente de que seu trabalho de precursor do Messias estava por se encerrar. O ministério de Jesus, a quem anunciara com tanta veemência e força é que devia se tornar mais e mais significativo e consistente na vida e no cenário de Israel e do mundo. O ministério de salvação planejado por Deus e centralizado agora no Filho Jesus, o Ungido de Deus.  Um ministério jamais dado a nenhum outro homem, em tempo nenhum. Único. O maior e o mais importante deste mundo. Tão importante, que o Senhor desceu do céu, fez-se homem e viveu entre nós, para que tal ministério se tornasse realidade. Não só dado pelo céu, mas também trazido do céu, para a salvação dos homens.

Era necessário a João ir saindo de cena, com grande alegria, por estar participando de uma obra tão importante, ímpar e grandiosa. Que o precursor do Messias fosse saindo  para que o  Messias a quem ele anunciara com tanta dedicação e força  tomasse o lugar que lhe fora preparado, crescendo rumo a realização dos objetivos determinados por Deus.

João Batista mostrou sua alegria e falou dela aos seus interlocutores por ter sido usado por Deus numa missão tão grandiosa, e por saber que ela estava se encerrando, com a consciência do dever cumprido e de haver servido a um propósito que mudaria para sempre a história da humanidade.  Ele havia sido honrosamente escolhido para ser o precursor do Messias. Agora, deveria crescer, brilhar, resplandecer, o ministério de Jesus Cristo, o Ungido do Senhor.

Aqueles que receberam Jesus por seu Salvador e Senhor, passam por uma decisão como a de João Batista: De que Cristo cresça em sua vida, enquanto que a velha natureza humana diminua, até que Cristo possa atingir na vida do que se tornou filho de Deus, a plenitude do seu Senhorio. Até que possam dizer: “Já não sou mais eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”. (Gálatas  2:20)

 Muitos, porém, são os cristãos e até mesmo líderes cristãos que crescem enquanto Cristo diminui na vida e ministério deles. Não é este o ministério que receberam do céu.  O ministério que recebemos do céu entroniza a Deus, entroniza a Jesus como Senhor.

 Inspirado pelo Espírito Santo o apóstolo Pedro nos exorta: ”Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;” (1 Pedro 5.6)

Extraído do livro : O Ungido de Deus, de Sadi Lindolfo Back.

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