CATIVO NO MEIO DOS SEUS.

No evangelho segundo João, capitulo 14  versículo 27, Jesus nos diz: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo dá;”

Entendemos como sentir-se em paz, o fato de olhar para o passado e não ter débitos ou pendencias. De olhar para o presente com serenidade. De  olhar para o futuro com segurança.

 A palavra de Deus, no entanto, nos afirma que a Paz de Deus é muito mais do que isto tudo. A Paz de Deus é aquela que  excede todo o entendimento. Não teríamos palavras para defini-la. Todos querem te-la, mas poucos a possuem.

Muitos cristãos não conhecem esta paz, porque não receberam completamente a Jesus.  Aceitam-no com Salvador com alegria. Como provedor ansiosamente. Porém, não o aceitam como Senhor. Ou então  dizem te-lo como  Senhor, mas nos seus corações não é assim.  Querem viver na carne, viver segundo o mundo e ainda assim terem os benefícios dados aos filhos de Deus.

Jesus é um, indivisível. Se não o aceitamos completamente,  então  estamos nos enganando .Teremos que aceita-lo como salvador , como provedor, mas também como Senhor.

Somos enganados com meias verdades  muito mais do que com mentiras.  Ninguém fabrica uma nota falsa de trinta reais, mas procura fabricar uma falsa de vinte reais, o mais perfeita possível, para assim enganar com ela.

O diabo, nosso adversário, não tem mais poder sobre nós. No entanto ele nos prende e vitima muitas vezes, e sempre pelo engano, pelas mentiras, pelas meias verdades.  Assim constrói as prisões onde procura nos separar como o predador separa sua presa, para depois vitima-la.

Muitas são as estratégias que ele usa para isto. Muitas são as prisões.   Procura os que estão mais fracos e cansados. Aqueles  em quem o senhorio de Jesus ainda não é aceito completamente.  Procura nos separar da família ou do grupo porque  assim nos tornamos frágeis e presa fácil.  Usa sempre os sentimentos das pessoas.

 

IDENTIFICANDO A PRISÃO DA MÁGOA E SUAS CONSEQUÊNCIAS.

Vejamos, a prisão da mágoa, ressentimento ou  raiz de amargura.

 A ação do nosso adversário começa com uma palavra que fere ou uma atitude que fere, vinda de  alguém do grupo  ou da família.  Quanto maior o sentimento envolvido, maior o ferimento que esta palavra ou atitude causará.  Pode ser dita ou feita de maneira agressiva. Ou não.  Muitas vezes é uma palavra ou atitude impensada.  Ou não.  O fato é que causou desconforto. Feriu. Atordoou. Deixou a pessoa atônita. Sem resposta.

Passado algum tempo, conversando com alguém sobre isto poderá ouvir o conselho: Não de importância. Não leve em conta. Perdoe. Esqueça.

E a resposta será:  Isto eu não faço!  Não posso! Não consigo!

  A prisão já aconteceu.  A pessoa ferida, já não consegue sair sozinha da prisão que os seus sentimentos feridos a encerraram.  Uma prisão que não a deixa raciocinar sobre o fato em questão. Apenas lembrar. Lembrar e sentir. Seu coração já esta cheio de magoa e ressentimento.  A boca passa a falar do que o coração está cheio. E sabemos que as nossas palavras tem poder, para abençoar e para amaldiçoar. Principalmente á nos mesmos.  Quanto mais a pessoa falar que não pode, que não consegue perdoar, mais á merce do seu carcereiro ela estará.  Está em uma prisão, onde só entram palavras e pensamentos negativos.  Forma agora,motivos contra seu desafeto constantemente.

Um outro aspecto desta prisão, é que o prisioneiro esta ligado fortemente a quem o feriu por esta lembrança , por esta mágoa, por esta falta de perdão.  Lembra mais do seu feridor do que dos seus amigos. Já acorda com esta lembrança. Dorme com ela. Ela está sutilmente sempre presente.  O seu desafeto torna-se um fardo pesado sobre suas costas.

A pessoa que feriu, segue sua vida. Ela não atua mais em tudo isto. Tudo acontece no interior da pessoa ferida. O outro, muitas vezes nem se apercebe do mal que fez. O fato é que a pessoa magoada, a partir do momento inicial, é quem se deixa ferir todos os dias pela mesma lembrança, pela mesma mágoa, pela mesma dor.

Paralelamente a isto, a falta de perdão separa a pessoa magoada de Deus.  Porque a palavra de Deus nos ordena de maneira impositiva o perdão. E Deus nos diz que se não perdoarmos Ele também não nos perdoará. Assim, sendo nós pecadores, e sabedores de que o pecado forma uma divisão entre nós e Deus, a falta de perdão nos afasta do perdão de Deus e permanecemos então em débito com Ele, por causa dos nossos pecados não perdoados. Isto nos separa de Deus, e impossibilita a sua ação em nosso favor.

Aquele que não perdoa, está negligenciando o senhorio de Jesus, não cumprindo o seu mandamento.

As consequências desta situação são o isolamento do grupo ou da família, não física mas participativa e de relacionamento.  A falta de paz, porque passa a viver atormentado pela magoa e pelo ressentimento. Vive a opressão do inimigo que a atormenta com idéias negativas. Esta situação prolongada, caracteriza enfermidade da alma, o que resultará em doenças psicossomáticas ou seja, que se refletem provocando enfermidades no corpo.   Permanecendo neste quadro de falta de perdão,  o cristão tem a sua salvação comprometida.

 

 

 PRÓXIMO TEXTO: LIBERTANDO-SE DA MÁGOA E DO RESSENTIMENTO

 

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